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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Franz Josef Haydn (1732 - 1809) - Stabat Mater [Hob. XX-bis]

















[
Mater dolorosa, Luis de Morales (c.1510-1586)]

Stabat Mater

1. Stabat mater, Hob. XXbis: Stabat mater dolorosa - Largo

2. Stabat mater, Hob. XXbis: O quam tristis et afflicta - Larghetto

3. Stabat mater, Hob. XXbis: Quis est homo - Lento

4. Stabat mater, Hob. XXbis: Quis non posset contristari - Moderato

5. Stabat mater, Hob. XXbis: Pro peccatis suae gentis - Allegro ma non troppo

6. Stabat mater, Hob. XXbis: Vidit suum dulcem natum - Lento e mestoso

7. Stabat mater, Hob. XXbis: Eia mater, fons amoris - Allegretto

8. Stabat mater, Hob. XXbis: Sancta mater, istud agas - Larghetto

9. Stabat mater, Hob. XXbis: Fac me vere tecum flere - Lachrymoso

10. Stabat mater, Hob. XXbis: Virgo virginum praeclara - Andante

11. Stabat mater, Hob. XXbis: Flamis orci ne succedar - Presto

12. Stabat mater, Hob. XXbis: Fac me cruce custodiri - Moderato

13. Stabat mater, Hob. XXbis: A. Quando corpus morietur - Largo assai

14. Stabat mater, Hob. XXbis: Paradisi gloria


Barbara Bonney, soprano
Elisabeth von Magnus, mezzosoprano
Herbert Lippert, tenor
Alastair Miles, bajo
Schoenberg Choir
Concentus Musicus Viena
Nikolaus Harnoncourt
1995

domingo, 24 de junho de 2007

Jean-Jacques Rousseau - Le Devin du Village

Afinal Rousseau compunha! Além d´As Confissões ou d´O Contracto Social, Jean-Jacques Rousseau escreveu uma ópera e libretto, Le Devin du Village, em 1752. E nem se saiu assim tão mal, já que em 1752, em Fontainebleau, diante da corte do rei Luis XV, o sucesso foi tão grande que o próprio rei decidiria presentear Rousseau com uma renda vitalícia que este viria a recusar.
Para mim, estudante de filosofia, a obra surge sob o signo do inesperado e do curioso. A não ser Nietzsche, desconheço outro caso de um filósofo-músico. Assim, aqui fica a obra na versão de Rene Clemencic e a Alpe Adria Ensemble. Se alguém tiver conhecimento de alguma obra do Nietszche que esteja disponível online é favor avisar.
Boa audição.

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)
Conductor Rene Clemencic
Alpe Adria Ensemble

Eva Kirchner
(Soprano)
Dongkyu Choy (Tenor)
Thomas Muller De Vries
(Bass)

Libretto

Le Devin du Village I
Le Devin du Village II

terça-feira, 12 de junho de 2007

W.A. Mozart - Così Fan Tutte, K.588

































Opera in two acts
Libretto by Lorenzo da Ponte

Fiordiligi - Elisabeth Schwarzkopf
Dorabella - Nan Merriman
Guglielmo - Rolando Panerai
Ferrando - Léopold Simoneau
Despina - Lisa Otto
Don Alfonso - Sesto Bruscantini

Philharmonia Orchestra & Chorus
Conducted by Herbert von Karajan (1954)

Cosi Fan Tutte

P.S. Post inspirado no blog do Il Giardino (link ao lado).

sexta-feira, 25 de maio de 2007

W.A. Mozart - Requiem K.626

A vida de Mozart (1756-1791) é, no geral, conhecida. É conhecido o seu génio, a forma como espontaneamente conseguia memorizar e criar trechos de música. É conhecido o seu passado de menino-prodígio, de “cidadão do mundo” através das viagens com o pai, Leopold, conhecido violinista, que escreveu um tratado importantíssimo sobre violino que ainda se estuda em algumas escolas.

Mozart tem para mim uma importância específica. Foi o impulsionador do meu interesse pela música erudita. Pela sua jovialidade, com a qual qualquer jovem se identifica facilmente; pela sua genialidade, e os seus traços pitorescos, que todos desejariam copiar e que o fazem extrair-se da ordem comum. Um pouco à imagem do Super-Homem, ou do Indiana Jones, eu já desejei ser Mozart, super-herói, ou arqueólogo famoso. Não fui nenhum deles, mas tenho um blog.

Por isso, deixo-vos aqui o Requiem (K. 626), a última obra de Mozart. È uma obra conhecida, mais pela história que transporta consigo, obscura e misteriosa.

A génese da obra liga-se a uma encomenda feita por um aristocrata austríaco que teria por hábito fazer-se passar por autor de obras que encomendava a compositores famosos. O destino do Requiem de Mozart teria sido esse. Reza a lenda que Mozart acabou por identificar o pedido de um Requiem, que é, no fundo, uma obra para ser tocada num funeral, com a circunstância da sua própria morte. Assim, a obra estaria destinada a ser tocada no seu próprio serviço fúnebre. Mozart já demonstrava sintomas da doença que o consumiria. Não só física mas mentalmente. O filme de Milos Forman, historicamente desacreditado, dá uma visão do que poderá ter sido essa fase final.

O Requiem foi uma obra supostamente acabada por Franz Sussmayer, a pedido de Constanza Weber, mulher de Mozart, que necessitava dela para fazer frente às despesas da casa e dívidas que o casal Mozart tinha. Sussmayer era o aluno preferido de Mozart. Aparentemente, o seu nome fica na história ligado a este episódio, já que não terá escrito nada de significativo. Sussmayer terminou, então, a obra. Não se sabe se terá seguido instruções deixadas por Mozart, ou se terá tentado usar o conhecimento que tinha do seu convívio, para finalizar a obra ao estilo mozartiano. Há quem diga a este respeito que as indicações deixadas por Mozart aquando da sua morte terão sido suficientes para levar a obra a bom termo.

Seja qual for a verdadeira história da génese da obra, é inegável que a obra de Mozart é uma obra-prima do género. De notar que o Requiem de Mozart, no andamento intitulado «Tuba Mirum», utiliza como instrumento base a tuba, um instrumento, até então, completamente desprezado, e cuja sonoridade grave quase impede qualquer protagonismo.

A versão que aqui vos deixo é a da Decca, de Sir Georg Solti com a Wiener Phillarmoniker. A imagem é um pormenor da partitura original do Requiem, com as notas iniciais da obra.